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Startup Weekend Olympics Rio batiza novos empreendedores após maratona de 54 horas

“Festa estranha com gente esquisita. Não mais… Ou mais?”, brada a jovem Simony Marins, ao concluir de maneira enfática a apresentação do aplicativo Comotaí, produto do último grupo a se apresentar no Startup Weekend Olympics Rio, no domingo, 15 de novembro, na sede da Coca-Cola, na Praia de Botafogo, Rio de Janeiro.

São 18:10. Simony ainda vai passar por uma sabatina de dois minutos dos jurados, que a seguir vão se reunir privadamente para decidir o time campeão. Só as dezenas de blocos de post-it gastos são capazes de contar fielmente o que passou desde que a competição começou há três dias; mas a Crayon4U, que cobriu o evento fotograficamente, pode ao menos tentar…


48 horas antes: Com uma máscara dos Jogos Mortais presa à cabeça, o irreverente Bernard De Luna, CEO da 3Days, e ex-participante do Startup Weekend, lembra no palco que é noite de sexta-feira 13, data ideal para pessoas se reunirem com a aterrorizante tarefa de começar do zero um produto que vai revolucionar o mundo na tarde de domingo.

Bernard De Luna com a máscara da personagem Jason apresenta o Startup Weekend

“Jigsaw” De Luna começa os trabalhos na sexta-feira 13 mais divertida da história. Foto: Luca Atalla/C4U

Bem, não exatamente. “O objetivo do Startup Weekend”, me explica o americano Dave Parker, “é desenvolver as pessoas. Tanto que nossa métrica de sucesso principal é o número de participantes.” Não está portanto relacionada ao sucesso dos projetos após o evento, e sim na percepção do aprendizado, e no componente viral que a satisfação dos competidores traz.

Dave Parker, 52 anos, é atualmente CEO do Code Fellows, empresa com sede em Seattle, nos EUA, que ensina programação de maneira intensiva e se orgulha de que 97% dos que concluem o curso têm oferta de emprego. Parker lidera a organização de Startup Weekends em Seattle há 14 meses, e veio a convite do SWOlympicsRio para ser um dos mentores.

Dave Parker (de verde) veio de Seattle para mentorar novos empreendedores no Rio de Janeiro. Foto: Luca Atalla/C4U

Dave Parker (de verde) veio de Seattle para mentorar novos empreendedores no Rio de Janeiro. Foto: Luca Atalla/C4U

Da sua cadeira suspensa vermelha, e ocasionalmente conferindo o smart phone, Dave observa toda a movimentação que antecede ao momento de clímax da sexta-feira: qualquer participante pode ir à frente e “vender” uma ideia por 60 segundos, em seu pitch.

Os últimos serão os primeiros… A empreender

Um a um, 14 jovens propõem suas soluções, e quando a próxima etapa já vai começar, percebe-se a iniciativa titubeante da engenheira de produção Micaela Parente, que após um pouco de incentivo de todos se veste de confiança, aparenta crescer dez centímetros, e apresenta a primeira versão de “O Atleta é Você”, que antes do fim do evento viraria Altius, e se consagraria como Sportse.

Exatamente 28 minutos depois, Micaela exibe um sorriso e uma placa: com 18 votos, “O Atleta é Você” lidera a corrida. Em segundo lugar, aparece “Easy Park”, de Renata Salvini.

Renata do Easy Park e Micaela de o Atleta é Você

Renata, do então EasyPark, e Micaela, de “O Atleta é Você”. Nada mal para quem não tinha tinha ideia até conseguir parar o carro, e para quem nem ia entrar no Pitchfire. Foto: Luca Atalla/C4U

Renata é coordenadora de inovação da Estácio, e mais cedo deu carona para Dave Parker do Espaço Nave, no Centro do Rio, até o evento. Eles levaram mais tempo procurando vaga do que no trajeto.

Dave então sugeriu a ideia de um serviço móvel de valet, que de fato já recebeu 25.5 milhões de dólares em investimento sob o nome de Luxe, uma startup fundada em 2013 com sede em San Francisco, nos EUA.

A sugestão é abraçada por Renata, que se anima em virar participante de última hora, e angaria 10 votos para garantir que sua ideia sobreviveria ao menos até o final do domingo.

Cargo: CEO

Micaela, Renata e outros cinco recém empossados CEOs vão então em busca de equipe, exercitando uma competência importante no mundo real, o poder de convencimento, fundamental para o recrutamento.

Ao fim, tomam o rumo de casa para aproveitar o último sono dos justos, até domingo se as ideias não forem para frente; até à venda ou falência, se forem; ou talvez até jamais, se forem mordidos pelo mosquito do serial entrepreneur.

Ao fim da manhã de sábado, dois dos sete grupos já tinham se fundido a outros, e sobram cinco times na competição:

  • Otium: serviço de valet nos 10 principais pontos turísticos do Rio de Janeiro
  • Localy: aplicativo que “casa” turistas com interesses específicos a guias especializados
  • Altius: aplicativo para ajudar a conectar praticantes de suas modalidades
  • Limits: o aplicativo que estimula a prática esportiva com um sistema de “gamification” e comparando seus resultados aos da comunidade; e
  • Comotaí: o termômetro em tempo real dos eventos pela cidade

Errata: sou um contador de histórias enferrujado, e coloquei o corredor fundista na frente do coelho, se é que você praticante de esportes me entende. É que, como vamos ver, as definições acima só surgiram (para alguns, bem) mais na frente. Afinal, após o almoço, eles cumpririam uma das principais etapas do concurso: a validação.

“Todo mundo tem um plano, até tomar um soco na boca”

A frase acima é do filósofo (e ex-boxeador) Mike Tyson, mas ficou mais conhecida no mundo das startups por uma versão cunhada pelo empreendedor e professor da Universidade de Stanford Steve Blank, da seguinte forma:

“Nenhum modelo de negócios sobrevive ao primeiro contato com os clientes”.

No SW Olympics Rio, quem sente o soco mais forte e mais rápido é o Localy, por ironia o grupo que se desloca mais para encontrar os seus dois segmentos.

Enquanto os demais circulam nos centros comerciais dos arredores, Ricardo Motta e seu time resolvem ir até o bairro da Urca, e por lá encontrar turistas e guias num dos pontos turísticos mais emblemáticos da capital Fluminense, o pé do Morro Pão de Açúcar.

Os turistas chegam em grupos, geralmente de ônibus ou de van. Os guias já estão por lá. O “casamento” que o Localy busca celebrar já existe, e sem intermédio de um aplicativo.

Localy: (não) validação na Urca; foto: Henrique Diniz

Marina Pagel, Tiago Fortes e o Localy: (in)validação na Urca; foto: Henrique Diniz/C4U

Durante as entrevistas, talvez nublados pela ação, não percebem: eles executaram, mas não validaram. Ou, melhor, validaram negativamente a ideia. Pelo menos é o diagnóstico que eles próprios chegam, mas só após intensa conversa entre si e com os mentores.

Os maiores entusiastas, no final das contas, foram os turistas da terceira idade. Não exatamente o segmento que você prefere atacar para lançar um app de smart phone, não é mesmo?

Antes do fim do expediente, no sábado, os atletas Nalbert Bitencourt e Daniele Hypólito ainda fazem uma visita e conversam com todas as equipes. Mas, apesar da injeção de motivação Olímpica, os integrantes do Localy iriam dormir e acordar sem um rumo.

Nalbert motiva o pessoal do Otium

Nalbert motiva os fundadores do Otium; foto: Henrique Diniz/C4U

Pivot

Tiago Fortes está desanimado. São 9:40 da manhã de domingo e, às 13:30, logo após o almoço, os grupos vão fazer o penúltimo pitch antes da apresentação final. O problema é que o Localy não existe mais. E sua equipe não tem o que apresentar.

Enquanto Pedro Villela, do Limits, calmamente serve o seu café, a mesa ao lado do buffet emana dúvida e indecisão. Vão jogar a toalha, vão seguir em frente, ou vão se reinventar?

Ainda não há uma decisão clara, e o grupo investe a primeira hora do dia deliberando o rumo, num cabo de guerra com o ponteiro das horas que gira impassível, alheio ao conflito dos nossos amigos.

Cíntia Bellani chega na mesa dos organizadores e mentores com um papel na mão, e pergunta: “Vocês podem me ajudar? Qual a primeira coisa que vem na cabeça de vocês quando leem a palavra Altius? E Sportse?”.

Recolhe as opiniões e, quando volta para sua mesa, o aplicativo já havia sido re-batizado para Sportse, com rapidez contrastante à paralisia que ocorria na mesa as suas costas.

Depois de muito debate e espremida de cérebros, o grupo Localy executa, em menos de dois dias, o que é conhecido no universo de “lean startups” como pivot. Fincam um pé, e giram o outro, neste caso, o dos segmentos de seus clientes:

De um lado, em vez de turistas de modo geral, o Localy agora vai servir apenas os turistas com um objetivo específico (i.e. percorrer a trilha da Pedra da Gávea); do outro, no lugar dos guias tradicionais, o app vai servir apenas os especializados (i.e. hikers).

Melhorou. Mas tem mais um problema: tá na hora do pré-pitch.

Good cop, bad girls

“Agora é a hora do fode back”, me ensina o facilitador do evento, Bernard de Luna, neste momento com uma bandana amarela na cabeça.

Desculpe o palavrão mas o trocadilho é perfeito. Trata-se de um pitch numa sala privada, com apenas alguns mentores. Como na apresentação final, quatro minutos no relógio. E dois para o feedback. Mas há um detalhe: diferentemente do momento decisivo, os participantes aqui não podem replicar.

Aos 24 anos, a economista Kamila Campos é super articulada e dona de um raciocínio tão rápido quanto as pernas do Usain Bolt. Sua pele alva e olhar sereno passam uma imagem angelical. Mas não se engane: Kamila concluiu a formação acadêmica em Paris, mas podia ter sido na Transilvânia.

O folclore conta que ela bateu tão forte com o lápis na mesa durante o fode-back de um Startup Weekend anterior, que os ânimos apontaram para o norte. Por esta percepção (que ela nega!), nem ela tinha certeza se seria uma das mentoras escolhidas por Bernard e Ian Romano para este grande momento.

Mas foi, e durante o pré-pitch do SWOlympicsRio, faz dupla com a engenheira ambiental Laura Peiter, de 30 anos, outra mentora bastante ativa no fim de semana orientando, mas rigorosa e direta na avaliação dos grupos.

“Não tem problema. E não dá para entender a história”, dispara Kamila. “Se eu não conhecesse as ideias pelas nossas conversas anteriores, não saberia para que serve o aplicativo”, tabela Laura. E é com esta pegada que as duas comandam o espetáculo.

Na saída, Dave Parker me confidencia: “Achei ótimo. Normalmente eu sou o mais duro nesta hora; por conta da atuação delas, desta vez passei despercebido.”

Bad Cops: Laura Peiter e Kamila Campos. Foto: Luca Atalla/C4U

Bad Cops: Laura Peiter e Kamila Campos. Foto: Luca Atalla/C4U

Tela em preto

A apresentação é daqui a menos de duas horas.

Os grupos se espalham pelo 13º andar do prédio para ensaiar, ocupando salas vazias, corredores, e até o salão que foi usado apenas para abertura do evento na sexta-feira, cuja vista para a Marina da Glória escorada pelo Pão de Açúcar quase implora para que larguem tudo e vão curtir a paisagem carioca.

Nossos competidores não sucumbem à tentação. É game on.

Otium e Sportse levam tão a sério o feedback que decidem mudar o representante do grupo para o pitch decisivo.

Limits e Comotaí mantêm o rumo, o objetivo dos dois times passa a ser aperfeiçoar o discurso e encaixá-lo da melhor forma nos quatro minutos.

E Localy, bem, nossos heróis chegaram no início do dia sem modelo, apareceram no pré-pitch sem apresentação de slides, e, tela da tv desligada, gostaram de atuar como um pára-choque, absorvendo o maior impacto da porrada. Mas aprenderam uma lição muito importante: quando está caindo, do chão ninguém passa.

Apresentação do Localy

Notaram a TV desligada? Este é o desconcertado Raphael Cabral apresentando o Localy, sem slides. O time pivotou e se reinventou em poucas horas. Foto: Luca Atalla/C4U

Marquês de Sapucaí

Se você chegou até aqui neste longo texto, pode ser que tenha interesse de um dia participar do Startup Weekend (se já não o fez). Pois bem, aí vai meu take away:

O desfile no Carnaval carioca é julgado em dez quesitos, cada um com quatro jurados. Talvez você já tenha notado ocasiões de uma determinada escola de samba empolgar e sair ovacionada da Sapucaí, aos gritos de “É campeã”. E ainda assim amargar uma derrota na apuração da quarta-feira de cinzas.

Não adianta ter o melhor samba-enredo, a mais bela comissão de frente, e mais afinada bateria, mas errar no cronômetro, ter que correr ou atrasar o andamento do desfile. O quesito evolução, sozinho, é capaz de arruinar as pretensões e um trabalho exemplar.

Da mesma forma, o SW tem um julgamento técnico.Para vencer a competição, não adianta criar o novo Google e não sair do prédio para validar com os cliente, por exemplo.

É chegada a hora das nossas “escolas de samba” serem avaliadas em quatro quesitos:

  • Validação
  • Execução e Design
  • Modelo de Negócios
  • Aderência às Olimpíadas

Pelos jurados:

  • Flávia Neves, Gerente de Sustentabilidade da Coca-Cola
  • Carina Zamberlan Flores, Coordenadora de Sustentabilidade na Rio 2016
  • Felipe Fernandes, Gestor de Parcerias do Pacto do Rio; e
  • Lindalia Reis, Diretora de Inovação da Universidade Estácio
O entusiasmo das juradas Flávia (direita) e Camila, no momento decisivo. Foto: Luca Atalla/C4U

O entusiasmo das juradas Flávia (direita) e Carina, no momento decisivo. Foto: Luca Atalla/C4U

O desfile

Renata Salvini assume as rédeas do Otium, para mostrar que o modelo de negócios é definido, e a monetização clara pode ter uma diferença de custo de até 70% para o preço final do consumidor.

Localy renasce das cinzas. Com uma apresentação sincera, e um storytelling convincente, mostra que está no páreo, apenas algumas horas depois de um monitor desligado.

O canhoto Felipe Seixas, de 23 anos, pega o bastão de Laís Pillar, que apresentou horas antes, e rouba o show na persona do praticante de badminton que não tem parceiro nem quadra para jogar, raquete na mão adicionando humor a sua fala cortante.

Bruna Augras matém o plano e o entusiasmo ao listar as vantagens do Limits, e injetar simpatia na veia da jurada Carina, que deu de ombros e admitiu que muitas vezes abandonou a prática esportiva por falta de estímulo e propósito.

Comotaí?

Ora, nenhum destes 34 competidores precisa mais do aplicativo de Simony & Cia. Após 54 horas, agora ele sabe que pertence ao ecossistema de startups. Juntamente com milhares de outros que concorreram em Startup Weekends em 104 cidades naquele mesmo fim de semana, pelo mundo.

O evento, criado por Andrew Hyde em Boulder (Colorado) em 2007, já chegou a mais de 800 cidades, em 150 países, com um total de mais de 210 mil inscritos. Quem já participou definitivamente não é estranho nem esquisito. Faz parte de uma tribo muito particular, a tribo dos fundadores.

Chegue mais.

Os mentores: Laura Peiter, Dave Parker, Kamila Campos, Thiago Diniz, Greg Stevens, Arthur Castro, Ian Romano, Bernard De Luna

Os mentores: Laura Peiter, Dave Parker, Kamila Campos, Thiago Diniz, Greg Stevens, Arthur Castro, Ian Romano, Bernard De Luna. Foto: Luca Atalla/C4U


Olímpicos:

1º lugar: SPORTSE (http://sportse.co)
2º lugar: LIMITS

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Agachados: Micaela e Felipe; Em pé: Cíntia, Iuri, Lucas; semi-agachada: Laís; os organizadores The Flash Bernard e Ian Romano; e a patrocinadora e jurada Flávia Neves. Foto: Luca Atalla/C4U

SPORTSE:

  • Micaela Parente
  • Felipe Seixas
  • Iuri Moreira
  • Laís Pillar
  • Cíntia Bellani
  • Lucas Klein

 

PS. Thx Coca-Cola, por liderar o patrocínio de uma competição tão importante. E pela condução do apoio brilhantemente executada pela Flávia Neves.

A startup CrayonStock se orgulha de ter estado neste evento do lado de uma organização lendária; aprendemos bastante.

Coincidentemente, meu primeiro mentor, aos 17 anos, foi o engenheiro de produção Ricardo Reis, que hoje é diretor global de excelência da cadeia de fornecimentos da Coca-Cola. Obrigado por tabela, Ricardo.

Ah, Flávia, obrigado também pelo ingresso dos Jogos Olímpicos prometido a cada participante😉

Patrocinadores do #SWOlympicsRio: Coca-Cola Brasil, CrayonStock, Estácio / Nave e Laje.

Patrocinadores do #SWOlympicsRio: Coca-Cola Brasil, CrayonStock, Estácio / Nave e Laje.

Máquina de Escrever

Sr. Padrão

Este é um post intermediário, com objetivo de dar o tom dos artigos seguintes.

Peço de antemão desculpas ao Padrão, aquele senhor de cabelos lisos e grisalhos, longelíneo e de voz baixa que ocupa timidamente uma mesa da redação decorada com uma máquina Olivetti, e que de vez em quando vai até a varanda para acender um cigarro.

Procuro, em geral e até um certo ponto, respeitar as boas normas da língua portuguesa. Porém, você vai ler por aqui frequentemente alguns termos em inglês.

O ecossistema de startup e tecnologia tem uma terminologia própria, com expressões consagradas em inglês. Claro que elas poderiam ser traduzidas.

Mas traduzir implicaria em complicar o entendimento de quem já é familiar com os termos originais, e dificultar a vida de quem está iniciando, já que iria ler de uma forma aqui, e de outra forma alhures.

PS. Gostou do alhures, senhor Padrão?

O isolamento de Galápagos replicado no mundo das startups. Seríamos nós esta Iguana?

Síndrome de Galápagos

O jovem Charles Darwin encontrou em Galápagos um refúgio para suas desilusões com a ciência.

Imerso numa ilha distante o suficiente da civilização a ponto de o ecossistema evoluir de forma peculiar, ele começou a observação que culminou num dos trabalhos mais marcantes da história: “A origem das espécies“.

Após vinte anos tocando Gracie Magazine, resolvi me dedicar a um novo projeto, uma startup de tecnologia, conceito totalmente oposto ao primeiro projeto, no sentido em que buscamos mercados maiores, escala mundial, inovação e, em vez de constituirmos uma empresa familiar, temos uma S.A., um projeto aberto a investidores, e que visa, em última escala, quiçá a abertura de capital.

O primeiro produto que lançamos foi a CrayonStock, uma marketplace de fotos.

Agora, enquanto escrevo estas linhas, estamos às vésperas de lançar a Crayon4U, um facilitador para automatização da prestação de serviço fotográfico, o primeiro do gênero no planeta.

Por que Galápagos?

Porque os primeiros investidores que apostaram no projeto me deram a liberdade de experimentar, e mirar a excelência em vez do ganho imediato, o que nos deixou com um perfeito laboratório para evolução em gestão e tecnologia, um ambiente blindado da “civilização”.

Esta blindagem, claro, não é absoluta. Obviamente, obedecemos às leis do mercado, e buscamos a criação e aperfeiçoamento de produtos que resolvam problemas da população.

A fim de compartilhar nossas experiências e incentivar o surgimento de outras ilhas tais como a nossa resolvi reinstaurar meu blog do zero (não escrevia neste domínio há mais de dois anos, e apaguei todo conteúdo anterior) e abrir este canal.

Bem-vindo ao nosso Galápagos.


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